Evento da Câmara Brasileira do Livro reúne lideranças das entidades do livro para discutir os impactos da LC 224, o futuro da cadeia editorial e o lançamento do Fundo Patrimonial para Valorização do Livro
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realiza até 15 de maio a 5ª edição do Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos (EELDG). Serão três dias de debates sobre os rumos do setor editorial brasileiro, com especialistas nacionais e internacionais no Casa Grande Hotel Resort & Spa, no Guarujá (SP). Nesta quarta-feira, 13, a primeira mesa abordou a Reforma Tributária, colocando em pauta um dos temas mais urgentes para o mercado editorial brasileiro: os impactos da Lei Complementar (LC) 224 sobre a cadeia do livro. Presidentes e diretores de sete das principais entidades do setor alertaram para o aumento de custos desde abril deste ano, quando passou a ser cobrado o PIS/Cofins sobre livros.
A mediadora Fernanda Garcia, diretora-executiva da CBL, conduziu a mesa com Sevani Matos (CBL), Ângelo Xavier (Abrelivros), João Scortecci (Abigraf SP), Lizandra Magon (Libre), Patricia Amorim (ABDL), Marcus Teles (ANL) e Cristiane de Mütus (SNEL). Sevani Matos, presidente da CBL, ressaltou que o setor já opera com margens estreitas e que a nova cobrança levou entidades a tomarem medidas cabíveis. “É importante essa união do setor. Já trabalhamos com uma margem muito espremida, e a alíquota cobrada desde abril é grande, por isso entramos com mandados de segurança no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas os números dos primeiros quatro meses do ano mostram um início promissor: 3 milhões de pessoas compraram pelo menos um livro no último ano e registramos 2% a mais de livros vendidos. Temos muito a defender e muito a comemorar”, afirma.
Patricia Amorim, da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), destacou o impacto sobre as importações de livros infantis fabricados na China e alertou que a pressão sobre as editoras chegará inevitavelmente ao consumidor final. Ângelo Xavier, da Abrelivros, ressaltou que "Nenhuma editora se planejou para esse novo imposto, que até então não incidia sobre o setor editorial. É uma notícia negativa num momento em que o setor precisa trazer de volta os leitores". Cristiane de Mütus, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), orientou as editoras a se prepararem para 2027, quando entrará em vigor um modelo linear de tributação. Já Marcus Teles, da Associação Nacional de Livrarias (ANL), recomendou que as associadas paguem, mas avaliem o risco jurídico enquanto aguardam as decisões dos mandados impetrados pelas entidades. Ângelo Xavier acrescentou que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) registrou um gap de R$ 1,5 bilhão no orçamento do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e que 2026 também será um ano de pressão orçamentária, com dotação semelhante à do ano anterior.
A segunda mesa tratou das tendências que moldam o futuro do livro e contou com Daniel Lameira, fundador da Editora Seiva, e Rejane Dias, fundadora e gestora do Grupo Autêntica. A mediação foi de Talita Facchini. Os participantes discutiram as principais transformações em curso no mercado editorial, com destaque para o papel das comunidades digitais, das newsletters e das redes sociais na construção de audiências. "O certo é pensarmos em um orçamento não só para fazer o livro, mas para divulgá-lo. É preciso desenvolver maneiras próprias de se relacionar com o leitor e mudar as expectativas em relação aos números. É mais prazeroso trabalhar um livro a longo prazo, e as plataformas ajudam muito nisso", afirmou Rejane Dias. Lameira destacou que a Seiva tem obtido resultados consistentes por meio de comunidades e que ter uma marca com identidade clara junto ao público leitor é essencial para as vendas, ainda que represente um custo adicional. Ele também abordou as múltiplas possibilidades abertas pelo digital, incluindo novos canais de vendas e formatos de comunicação.
A mesa "Movimento de Valorização do Livro e Lançamento do Fundo Patrimonial" teve as presenças de Carolina Riedel, diretora de marketing e vendas do Grupo Editorial Pensamento; Daniel Pinsky, sócio-diretor da Editora Contexto e fundador da Editora Labrador; Diego Drumond, vice-presidente financeiro da CBL e sócio da Faro Editorial e da Drummond Livraria; e Sevani Matos. Eles apresentaram a campanha "Meu Livro, Meu Estilo", desenvolvida em parceria com a agência Almap, com o objetivo de ampliar o universo de leitores e fazer com que mais pessoas se sintam acolhidas pelo livro. Diego Drumond, coordenador da comissão, apresentou os detalhes do Fundo Patrimonial para a Valorização do Livro, uma estrutura de endowment com aporte inicial de R$ 15 milhões da CBL, aberta a doações externas. "O fundo recebe um aporte inicial da CBL, mas está aberto a doações de qualquer interessado. A rentabilidade dos investimentos é integralmente destinada ao trabalho da comissão", disse Drumond.
Zeina Latif, consultora econômica e sócia da Gibraltar Consulting, apresentou uma análise do ambiente político e macroeconômico brasileiro e seus desdobramentos para o setor. Ela ressaltou a importância da continuidade das reformas estruturais, citando como exemplos a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária. "O Brasil não pode perder oportunidades de fazer reformas, nem a capacidade de dialogar. Qualquer candidato que sentar na cadeira da presidência precisará ter essa capacidade", destacou. Latif avaliou que, desde 2016, o Brasil retomou o caminho das reformas, muitas vezes iniciadas por um governo e concluídas pelo seguinte, e que essa ideia de continuidade transmite uma mensagem positiva ao mercado. Para a consultora, ainda que a reforma do IVA tenha saído aquém do esperado, ela representa um passo relevante para modernizar o modelo tributário atual.
Na palestra "Liderança, saúde mental e diversidade: cultura como diferencial competitivo", Vanessa Reis, diretora-executiva do Great Place To Work, abordou os desafios de diversidade e inclusão nas empresas e a importância de engajar lideranças nessa agenda. Ela destacou que empresas que investem em diversidade de gênero registram aumento de 16% em indicadores de desempenho. "Você pode copiar tecnologia, processos e produto, mas cultura é vivida e experimentada por cada indivíduo da companhia. Quando você quer se diferenciar no mercado, é a sua cultura que faz isso, e se você a constrói valorizando as pessoas, vai se destacar", disse.
Para encerrar o dia, foi realizada a conversa "O livro como protagonista", com Manuela Dias. A dramaturga, autora e editora encerrou a programação em conversa mediada pelo jornalista Ruan Gabriel, repórter do jornal O Globo. Manuela refletiu sobre as diferenças entre escrever roteiros de novelas, um processo coletivo, e escrever livros, que pode também não ser solitário quando se conta com a contribuição de pares e amigos. Ela revelou planos de lançar livros e uma peça teatral, além do sonho de adaptar “Ilíada”, de Homero, para séries. Manuela também manifestou o desejo de liderar uma campanha de incentivo à leitura como prática de bem-estar. "Ler seis minutos de forma contínua reduz o nível de cortisol em 16%. Um mundo onde as pessoas leem mais é um mundo com mais empatia, menos cortisol e mais memória", afirmou. Ao final da conversa, a CBL homenageou a escritora e presenteou-a com a adesão de sua editora à entidade.
Evento será realizado de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, e deve reunir mais de 180 expositores e cerca de 700 mil visitantes
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo (BILSP) chega à sua 28ª edição em 2026 ainda maior, consolidando-se como o principal evento do setor editorial no Brasil e um dos mais relevantes encontros literários do mundo. Marcada para acontecer entre os dias 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, a feira reunirá mais de 230 expositores e cerca de 700 mil visitantes.
Realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela RX, a nova edição inaugura um ciclo de expansão estrutural e fortalecimento do mercado editorial. Com o conceito “Um festival de emoções”, a BILSP assume uma nova identidade criativa inspirada na atmosfera dos grandes festivais globais, reposicionando-se como um destino cultural para a chamada “geração festival”.
A área total ocupada pelo evento será de 87 mil m² com expositores, programação cultural e infraestrutura, um crescimento de 28%. A comercialização já atingiu 100%, refletindo a forte adesão do setor e a confiança de editoras e empresas da cadeia do livro.
O principal destaque desta edição é a expansão da área comercial, que cresceu 20%. Esse avanço reforça o papel da Bienal do Livro de SP como plataforma estratégica de negócios, visibilidade e relacionamento para o mercado editorial brasileiro.
Para Sevani Matos, presidente da CBL, os números refletem um momento positivo do setor. “Mais do que uma feira, a Bienal do Livro de SP é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro. O crescimento da área comercial e o alto índice de comercialização reforçam sua relevância como plataforma de negócios, conexão e valorização da leitura na sociedade.”
Outras áreas estratégicas acompanham esse movimento de expansão. A área de alimentação cresce 8,8%, acompanhando o aumento do fluxo e do tempo de permanência do público. Já os espaços dedicados à programação cultural registram crescimento de 4,7%, ampliando a oferta de experiências aos visitantes.
A reorganização operacional também permitiu uma otimização de 65% na área de infraestrutura, aumentando a eficiência logística e liberando espaço para conteúdos culturais, áreas de convivência e ambientes voltados a negócios.
Como parte dessa nova configuração, o evento contará ainda com uma área externa ampliada, voltada à convivência e experiências ao ar livre. O espaço receberá atividades interativas ao longo de todos os dias, reforçando o caráter multicultural do evento e sua consolidação como um grande festival literário.
Para esta edição, já estão confirmados patrocinadores como Claro, Faber-Castell, Mercado Livre, Skeelo, Sura Seguradora, Suzano, Sylvamo e TechHub. A Infinito Cultural é a parceira responsável pela captação de recursos e na articulação de investimentos que permitem a manutenção da grandiosidade e do impacto cultural da feira.
Espanha será o País Convidado de Honra
A edição de 2026 terá a Espanha como País Convidado de Honra, fortalecendo o intercâmbio cultural e editorial entre Brasil e Europa.
Com um espaço de 500 m², a participação espanhola reunirá uma programação diversificada, incluindo debates, exposições, encontros profissionais e a presença de autores contemporâneos, além de ações de promoção da leitura em língua espanhola.
A curadoria ficará a cargo da escritora Marta Sanz, que apresentará ao público brasileiro a diversidade da produção editorial espanhola, contemplando diferentes regiões, línguas e gêneros.
“Receber a Espanha como país convidado de honra é celebrar uma tradição literária que atravessa séculos e inspira gerações. Sua presença na Bienal não apenas amplia o alcance internacional do evento, mas também aprofunda os laços culturais entre Brasil e mundo ibero-americano. É um gesto que reafirma a Bienal como espaço de encontro, diversidade e diálogo entre diferentes vozes da literatura global.”, destaca Sevani Matos, presidente da CBL.
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Por Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro
No Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, celebramos mais do que um objeto cultural: afirmamos um compromisso estratégico com o futuro do país. Não há projeto de desenvolvimento sustentável, redução de desigualdades ou fortalecimento democrático que prescinda do livro e da formação de leitores.
No Brasil, o desafio é transformar esse compromisso em ação contínua. Ampliar o acesso ao livro, valorizar quem cria, produz, edita e faz o livro circular e consolidar a formação de leitores como política permanente são condições para que esse projeto se sustente e produza resultados concretos.
Esse esforço já apresenta sinais positivos. A mais recente edição da pesquisa Panorama do Consumo de Livros no Brasil, realizada pela CBL, aponta uma retomada do hábito de leitura no país, com crescimento no número de leitores e de compradores de livros. Trata-se de um dado relevante, que indica que, apesar dos desafios, há bases concretas para avançar. Cabe agora ao poder público, à iniciativa privada e à sociedade transformar esse movimento em uma tendência consistente e duradoura.
Nesse contexto, a defesa dos direitos autorais é indissociável do fortalecimento do livro e da leitura. Garantir a remuneração justa de autores, tradutores e demais profissionais do setor é assegurar que a criação continue existindo, diversa e sustentável. Os direitos autorais não são um obstáculo ao acesso, mas sim uma condição para que ele se amplie com qualidade, ética e continuidade. Proteger a propriedade intelectual é proteger a cultura, a bibliodiversidade e o futuro da produção editorial no país.
Campanhas de valorização do livro cumprem hoje um papel ainda mais estratégico. Em um ambiente marcado pela dispersão da atenção, pela competição com múltiplas formas de entretenimento e pelo impacto das redes sociais na formação de hábitos, é necessário recolocar o livro no cotidiano das pessoas de forma ativa e intencional. Iniciativas como a campanha Meu Livro, Meu Estilo ajudam a aproximar a leitura do cotidiano, dialogando com diferentes públicos e reafirmando que ler não é um privilégio de poucos, nem um hábito de nicho. Ler é expressão de identidade, de repertório, de liberdade e de pertencimento. Quando convidamos pessoas a reconhecer o livro como parte do seu estilo de vida, abrimos portas para novas experiências leitoras e para o fortalecimento de uma cultura em que a palavra escrita circula, inspira e transforma.
Também é fundamental valorizar e apoiar a realização de feiras e eventos literários, que renovam o encontro entre autores, editoras, livrarias, escolas, bibliotecas e leitores. Esses espaços fazem o livro ganhar as ruas, ampliam o acesso, estimulam descobertas e fortalecem economias criativas locais. Em setembro, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo será mais uma grande oportunidade de celebrar a diversidade, formar novos públicos e demonstrar, na prática, que o livro continua sendo um bem cultural vivo, atual e necessário.
Se há um eixo verdadeiramente estratégico para o país, ele começa na infância. A valorização do livro infantil e juvenil em casa, na escola, nas bibliotecas e nos programas públicos é um investimento de longo prazo que impacta aprendizagem, imaginação, pensamento crítico e desenvolvimento socioemocional. Formar leitores desde cedo significa garantir acesso a obras de qualidade, a mediadores bem preparados e a ambientes que favoreçam o vínculo afetivo com os livros. É assim que se constroem trajetórias, com histórias que acolhem, desafiam, ampliam horizontes e ensinam a ler o mundo. É nesse ponto que se decide, de forma silenciosa e duradoura, o futuro educacional, cultural e produtivo do país.
Nada disso se sustenta sem a criação e a consolidação de políticas públicas consistentes, continuadas e pactuadas com a sociedade. É indispensável fortalecer bibliotecas públicas e escolares, garantir compras transparentes e planejadas para acervos, promover programas de leitura e escrita, apoiar a formação de professores e mediadores e assegurar condições para que o livro chegue a todos os territórios, especialmente onde a oferta cultural é mais escassa. Políticas bem desenhadas transformam a leitura em política de Estado, não em ação episódica.
Neste Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, a CBL reafirma seu compromisso com o fortalecimento do livro e da leitura no Brasil. Ampliar o acesso e proteger os direitos autorais são agendas indissociáveis para um ecossistema editorial forte, diverso e sustentável. Ler não é acessório: é condição para que o país avance com mais equidade, liberdade e desenvolvimento.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) abre, no próximo dia 31 de março, as inscrições para a 68ª edição do Prêmio Jabuti, que seguem até as 18h (horário de Brasília) de 19 de maio de 2026. Consolidado como um dos mais importantes reconhecimentos da cultura brasileira, o Jabuti chega a esta edição aprofundando seu diálogo com as transformações no entorno do livro, da criação literária às novas formas de circulação e descoberta da leitura.
Entre as principais novidades está a criação da categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, que reconhece a atuação de criadores de conteúdo que, em ambientes digitais, contribuem de forma consistente para a valorização do livro e incentivo ao hábito da leitura. A iniciativa amplia o escopo do prêmio ao agregar agentes que hoje desempenham papel relevante na circulação da literatura, especialmente entre públicos mais jovens.
As indicações para a nova categoria serão realizadas por meio de consulta pública, aberta no site do prêmio, no mesmo período de 31 de março a 19 de maio. Um júri especializado selecionará os finalistas, que seguirão para votação popular. O vencedor receberá a estatueta do Prêmio Jabuti e o valor de R$ 5 mil.
Outra atualização relevante diz respeito ao Livro do Ano, principal distinção do prêmio. A partir desta edição, obras das categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer à premiação, ampliando o reconhecimento a novas vozes da literatura brasileira. O autor ou autora vencedor(a) poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma agenda de palestras e encontros. A premiação inclui, além da estatueta, o valor de R$ 70 mil.
A categoria anteriormente denominada Fomento à Leitura passa a se chamar Incentivo à Leitura – Projeto, mantendo seu objetivo de reconhecer iniciativas que promovem o acesso ao livro, a formação de leitores e a difusão da leitura no país.
“É com grande satisfação que anunciamos mais uma edição do Prêmio Jabuti, uma iniciativa que mobiliza todo o setor ao longo do ano. Ao incorporar novas frentes e reconhecer diferentes formas de atuação em torno do livro, a CBL reafirma seu compromisso com a ampliação do acesso à leitura e com o fortalecimento do mercado editorial brasileiro”, afirma Sevani Matos, presidente da CBL.
Para Hubert Alquéres, curador do prêmio, as mudanças refletem um movimento mais amplo: “O Prêmio Jabuti acompanha as transformações no campo do livro e da leitura e nas formas como as obras são descobertas e compartilhadas. Hoje, o incentivo ao hábito de ler passa também por novos agentes de promoção da leitura, que atuam em ambientes digitais e ampliam o alcance da literatura. Ao reconhecer esses agentes, o Jabuti amplia seu olhar sobre o universo do livro, sem perder de vista o lugar fundamental da criação literária.”.
A 68ª edição do Prêmio Jabuti contempla 23 categorias, distribuídas em quatro eixos. No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário. No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar. O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução. Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
Podem concorrer obras publicadas em primeira edição entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, desde que possuam ISBN e ficha catalográfica emitidos no Brasil. Não serão aceitas obras que tenham utilizado ferramentas de Inteligência Artificial em tarefas autorais, exceto quando seu uso se configure como objeto de análise, estudo ou crítica, conforme previsto em regulamento.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma www.premiojabuti.com.br. A CBL oferecerá desconto para inscrições realizadas até 29 de abril de 2026, válido para todos os perfis de participantes e modalidades de inscrição.
Os vencedores de cada categoria receberão estatueta e prêmio de R$ 5 mil. No caso da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior, a editora brasileira premiada poderá receber uma bolsa de apoio à tradução ou participação no programa Brazilian Publishers, conforme regulamento.
A composição do júri contará com consulta pública para indicação de nomes, aberta no mesmo período das inscrições. A seleção final será realizada pela Curadoria, com base em critérios de qualificação técnica e isenção.
As informações sobre semifinalistas, finalistas, personalidade literária e cerimônia de premiação serão divulgadas ao longo do ano nos canais oficiais do Prêmio Jabuti e da CBL.
Evento da CBL reunirá especialistas nacionais e internacionais entre os dias 13 e 15 de maio, no Casa Grande Hotel Resort & Spa, no Guarujá (SP)
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de divulgar uma intensa programação para a 5ª edição do Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos (EELDG), que acontecerá entre os dias 13 e 15 de maio de 2026. Serão três dias de debates sobre os rumos do setor editorial brasileiro, com especialistas nacionais e internacionais no Casa Grande Hotel Resort & Spa, no Guarujá (SP).
Um dos destaques internacionais da programação é a participação on-line de Shannon DeVito, diretora sênior de livros da Barnes & Noble, que abordará sobre a livraria como lugar de curadoria e pertencimento. Outra presença internacional confirmada é de Thad Mcilroy, colaborador da Publishers Weekly, que debaterá sobre o uso de inteligência artificial no mercado editorial. Ele é autor do livro “The AI Revolution in Book Publishing: A Concise Guide to Navigating Artificial Intelligence for Writers and Publishers”.
Entre os palestrantes brasileiros estão Michel Alcoforado, autor do best-seller “Coisa de Rico”, que discutirá sobre o papel do autor na construção do sucesso de um livro; e Tarcísio Filho, ator, diretor e sócio da Mythago, que falará sobre tendências, oportunidades e desafios do audiolivro no Brasil.
O 5º EELDG 2026 também traz outros profissionais de destaque como Ricardo Perez, líder do negócio de livros na Amazon Brasil; Arthur Bonamini, líder da categoria Livros no Mercado Livre; Nana Vaz de Castro, diretora de Aquisições das editoras Arqueiro e Sextante; Luciana Gerbovic, autora do livro “Clubes de leitura: uma aposta nas pequenas revoluções"; Laís Villaboy, gerente de e-commerce do TikTok, e Vanessa Reis, diretora executiva do Great Place To Work, entre muitos outros.
“Promover mais uma edição do Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos é essencial para a colaboração entre os diferentes setores do mercado editorial. Nesta edição do EELGD, os participantes poderão conferir palestras ministradas por profissionais nacionais e internacionais experientes de diversas áreas, participar de workshops interativos e, acima de tudo, estabelecer valiosos contatos profissionais”, diz Sevani Matos, presidente da CBL.
A programação foi elaborada pela Comissão do EELDG, formada por: Carolina Riedel, do Grupo Pensamento; Daniel Pinsky, das Editoras Contexto e Labrador; Diego Drumond e Lima, da Drummond Livraria; Vitor Tavares, da Livraria Loyola; Alfredo Weiszflog, da Editora Melhoramentos; e Cinthia Favilla, Fernanda Gomes Garcia e Sevani Matos, da CBL e pelo jornalista Leonardo Neto.
As inscrições para o evento já estão disponíveis no link na plataforma Sympla e são limitadas. Os valores variam de R$199,00 a R$2.157,00, de acordo com o lote, a categoria (associados ou não associados da CBL), e também o formato (presencial ou on-line). Há também pacotes de hospedagem com descontos exclusivos.
Confira a programação completa por dias e horários:
13 de maio
Sala Imperial
13h50 - Abertura com Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro.
14h00 – “Reforma Tributária e seus impactos para o mercado editorial”, com Sevani Matos, presidente da CBL ; Ângelo Xavier, presidente da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros); João Scortecci, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica SP (Abigraf SP); Lizandra Magon, presidente da Liga Brasileira de Editoras (Libre); Patrícia Amorim, presidente da Associação Brasileira Difusão Livro (ABDL); Marcus Teles, diretor da Associação Nacional de Livrarias (ANL); e Cristiane de Mütus, diretora do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). A mediação será realizada por Fernanda Garcia, diretora executiva da CBL.
15h – “Tendências que já estão moldando o futuro do livro”, com Daniel Lameira, fundador da Editora Seiva; Rejane Dias, fundadora e gestora do Grupo Autêntica. A jornalista Talita Facchini será a mediadora da mesa.
16h30 - “Movimento de valorização do livro”, com Carolina Riedel, diretora de marketing e vendas do Grupo Editorial Pensamento e diretora da CBL; Daniel Pinsky, sócio-diretor da Editora Contexto e fundador da Editora Labrador; Diego Drumond, vice-presidente financeiro da CBL e sócio da Faro Editorial e da Drummond Livraria; Sevani Matos, presidente da CBL e diretora no Grupo VR Editora.
17h30 - "O cenário político e o seu impacto no mercado editorial: uma análise", com Zeina Latif, consultora econômica e sócia da Gibraltar Consulting.
18h25 "O livro como protagonista na obra de Manuela Dias", autora, dramaturga e editora. Com mediação de Ruan Gabriel, repórter do jornal O Globo.
Sala Skeelo
15h - “Produção gráfica sem mistério: Decisões técnicas que impactam custo, qualidade e prazo”, com Alexandre Magno, coordenador da Produção Gráfica e importação na VR Editora; e Aline Valli, diretora de Produção Gráfica da Editora Todavia.
17h30 “Liderança, saúde mental, diversidade e inclusão: e eu com isso?”, com Vanessa Reis, diretora-executiva do Great Place To Work.
19h30 - Coquetel de boas-vindas
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14 de maio
Sala Imperial
9h30 - “Do achismo ao algoritmo: como dados estão definindo decisões editoriais”, com a participação de Julia Barreto, editora dos selos Harlequin e Pitaya na HarperCollins Brasil; e Nana Vaz de Castro, diretora de aquisições da Sextante; e mediação de Leonardo Neto, jornalista e coordenador da programação do 5º EELDG.
Sala Skeelo
9h30 - “Oficina IA para departamentos de marketing”, com Hanna Oliveira, especialista digital na editora Sextante; e Natália Alexandre, gerente de marketing das editoras Arqueiro e Sextante.
Sala Imperial
11h - “Frente a frente com Mercado Livre”, com Arthur Bonamini, líder da categoria Livros no Mercado Livre. A mesa terá como entrevistadores Guilherme Sobota, editor-chefe do PublishNews; Ruan Gabriel, repórter do jornal O Globo; e Walter Porto, editor de Livros da Folha de S.Paulo.
12h - “Best-seller não acontece sozinho: O papel do autor na construção do sucesso de um livro”, com Michel Alcoforado, autor do livro “Coisa de Rico”; e mediação de Lulie Macedo, diretora de Marketing da Editora Todavia.
14h30 - “Apresentação do "Manual de Uso Ético e Responsável de Inteligência Artificial”, com Cinthya Müller, coordenadora da Comissão de Inovação e Tecnologia da CBL, e gerente comercial das editoras, Todavia e Baião; e José Fernando Tavares, CEO e fundador da Booknando.
14h50 - “IA no mercado editorial, um exercício de futurologia para o agora”, com Thad McIlory, colaborador da Publishers Weekly e fundador do site The Future of Publishing
17h30 – “Frente a frente com Amazon”, com Ricardo Perez, líder de negócios de livros na Amazon Brasil. A mesa terá Guilherme Sobota, editor-chefe do PublishNews; Ruan Gabriel, repórter do jornal O Globo; e Walter Porto, editor de Livros da Folha de S.Paulo como entrevistadores.
18h30 – “Do feed ao carrinho: Como o TikTok está encurtando o caminho até a compra”, com Lais Villaboy, E-commerce manager no TikTok e Victor Jun Kaneko Vitorelli, digital commerce manager no Tiktok shop.
Sala Skeelo
18h30 - “Oficina de IA para departamentos editoriais”, com Verônica Marques Pirani, responsável pela Produção Editorial da Editora Senac São Paulo.
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15 de maio
Sala Imperial
9h30 – “Mercado no Espelho: Brasil diante do mundo, do México e de si mesmo”, com Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData; e Jacira Silva, coordenadora na NielsenIQ BookData.
Sala Skeelo
9h30 - "Ler junto, vender mais: O papel dos clubes na construção de público e mercado", Luciana Gerbovic, autora, mediadora de clubes de leitura e sócia da Escrevedeira; Rodrigo Vilela, sócio e gerente da Drummond Livraria. Com mediação de Gerson Ramos, diretor comercial da Editora Planeta do Brasil.
11h – “Ler escutando: Tendências, oportunidades e desafios do audiolivro no Brasil”, com Camila Leme, diretora de conteúdo no Skeelo; Adriana Alcântara, Diretora - geral da Audible no Brasil e Tarcísio Filho, ator, diretor e sócio da Mythago. A mediação será de Jonatas Eliakim, Head de Customer Experience na Bookwire Brasil.
Sala Imperial
11h – “Livraria: Lugar de curadoria e pertencimento”, com a participação on-line de Shannon DeVito, diretora sênior de livros da Barnes & Noble; e mediação de Samuel Seibel, proprietário da Livraria da Vila.
12h – “Frente a frente com Livraria Leitura”, com Marcus Teles, CEO da Livraria Leitura. As perguntas serão feitas pelos jornalistas Guilherme Sobota, editor-chefe do PublishNews; Ruan Gabriel, repórter do jornal O Globo; e Walter Porto, editor de Livros da Folha de S.Paulo.
13h - Almoço de encerramento.
* A programação pode sofrer alterações
O consumo de livros avançou no Brasil em 2025. De acordo com a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro nos últimos 12 meses, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos consumidores no período. O estudo é uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData.
“O crescimento de 3 milhões de novos consumidores em um único ano mostra que o livro mantém sua relevância e que há espaço consistente para a expansão do mercado editorial brasileiro”, afirma Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro. “Esse avanço é resultado de um ecossistema que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura.”
Entre os destaques do estudo está o protagonismo das mulheres pretas e pardas, que representam 30% do total de consumidores de livros e metade das mulheres que compram livros. As mulheres pretas e pardas da classe C formam atualmente o maior grupo consumidor do país. Considerando o recorte racial mais amplo, pessoas pretas e pardas, somadas, representam 49% dos consumidores de livros. “Por um lado, os resultados demográficos rompem alguns paradigmas e permitem que o setor desenvolva ações mais assertivas, direcionadas a quem de fato consome. Por outro, esses mesmos dados impõem dois desafios importantes: compreender por que o público masculino apresenta baixo nível de consumo e identificar caminhos para engajá‑lo e ampliar sua participação.” afirma Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData.
A pesquisa também aponta que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. As faixas de 18 a 34 anos avançaram, juntas, 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para Sevani Matos, as comunidades virtuais têm papel central nesse movimento. “As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”. De acordo com Mariana Bueno, "Os livros de colorir são, sem dúvida, um fator relevante para esse crescimento. Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta. São obras voltadas a um público mais jovem e conectado, o que dialoga diretamente com os resultados observados na pesquisa Panorama”.
O estudo mostra também que 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras em geral por meio das redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos representam 76% das consumidoras e 26% do total de consumidores de livros que compram por essas plataformas. Além disso, 70% dos consumidores de livros afirmam gostar de acompanhar lançamentos, principalmente por meio de sites de compras (34%), indicação de pessoas próximas (30%), livrarias (24%), e criadores de conteúdo (22%).
Outro dado relevante é o desempenho dos livros de colorir. Em 2025, 7,1% da população adulta, cerca de 11 milhões de pessoas, comprou ao menos um exemplar, o equivalente a 40% dos consumidores de livros, consolidando o segmento como um dos fenômenos recentes do mercado.
A livraria mantém papel estratégico na experiência de compra. Para 53% dos consumidores, é um espaço para relaxar e explorar sem pressa, enquanto 46% a associam à conexão com cultura e conhecimento. Na última compra de livro impresso, 53% adquiriram online e 47% presencialmente, evidenciando um mercado cada vez mais multicanal. “O livro não é apenas um produto, mas uma experiência cultural. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é fundamental para sustentar esse crescimento”, conclui a presidente da CBL.
Confira aqui a pesquisa completa.
Metodologia
Este estudo analisou o comportamento de compra de livros no Brasil através de uma metodologia rigorosa, envolvendo 16 mil entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, cobrindo todas as regiões (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste, Centro-Oeste) e estratos socioeconômicos (A, B, C, DE). O estudo, realizado entre 13 e 19 de outubro de 2025, incluiu tanto compradores quanto não compradores de livros, garantindo uma ampla representatividade com uma margem de erro de apenas 0,8% e um nível de confiança de 95%.
Modelo de endowment busca atrair capital privado para apoiar projetos estratégicos para valorização do livro
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) estruturou um fundo patrimonial com aporte inicial estimado em R$ 15 milhões, pela própria entidade, com o objetivo de criar uma fonte permanente de financiamento para ações de valorização do livro no Brasil. O movimento faz parte de estratégia institucional, que passa a adotar um modelo de grandes organizações culturais e educacionais: o endowment.
No formato aprovado, o patrimônio principal é preservado e investido com perfil conservador, e apenas os rendimentos reais anuais, acima da inflação, poderão ser utilizados para financiar campanhas, projetos institucionais e iniciativas de fortalecimento da imagem do livro e da leitura. A estrutura prevê segregação contábil em relação às operações correntes da CBL, política de investimentos própria, definição de limites de risco e gestão profissional especializada.
Para Sevani Matos, presidente da CBL, a criação do fundo representa um salto de maturidade institucional para o setor editorial. “O segmento passa a contar com uma estrutura voltada à sustentabilidade de longo prazo, capaz de financiar de maneira contínua ações estratégicas de comunicação, reputação e posicionamento do livro na sociedade e deixa de depender de ciclos econômicos e passa a contribuir com a dinâmica das políticas públicas”, afirma.
Segundo Sevani, a expectativa é que o fundo também atue como plataforma de mobilização de capital privado, atraindo contribuições do próprio setor editorial, patrocínios corporativos, doações de pessoas físicas e apoios internacionais. “Não há prazo fechado para captação porque o objetivo não é pontual. A proposta é consolidar um instrumento permanente de financiamento, que cresça ao longo do tempo e fortaleça estruturalmente a cadeia do livro”, conclui.
A governança do fundo envolve a Diretoria da CBL, um Comitê de Investimentos formado por associados sem conflito de interesses e uma gestão técnica contratada com base em critérios profissionais. O modelo inclui regulamento próprio, prestação de contas periódica e mecanismos formais de transparência.
O primeiro projeto financiado dentro dessa nova arquitetura é a campanha nacional “Meu Livro, Meu Estilo”, desenvolvida em parceria com a AlmapBBDO. A campanha inaugura uma agenda permanente de valorização do livro, com foco em ampliar sua presença nos espaços de formação de opinião e comportamento.
No médio e longo prazo, o fundo poderá financiar campanhas publicitárias contínuas, estudos setoriais, produção de conteúdos estratégicos e iniciativas institucionais voltadas à ampliação da percepção de valor do livro na sociedade. A estratégia parte da premissa de que reputação, visibilidade e posicionamento são ativos econômicos relevantes para o livro e para a leitura.
“Meu Livro, Meu Estilo” marca nova fase da CBL e coloca livros e autores de volta à conversa; campanha foi criada em parceria com a AlmapBBDO
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anuncia o lançamento da campanha nacional “Meu Livro, Meu Estilo”, uma iniciativa voltada a recolocar o livro no centro do dia a dia das pessoas, como escolha pessoal, expressão de identidade e parte da cultura contemporânea.
A campanha faz parte de uma estratégia institucional de longo prazo aprovada pela Diretoria da entidade, que inclui a criação do Fundo Patrimonial CBL de Valorização do Livro, pensado para garantir recursos permanentes e dar escala a ações contínuas de valorização do livro e dos autores brasileiros.
A proposta é simples e ambiciosa: fazer o livro circular mais, aparecer mais e ser mais comentado nas redes, nas conversas, nas referências culturais. O objetivo é ampliar o espaço do livro nos ambientes onde hoje se constroem tendências, gostos e comportamentos.
A iniciativa nasce da Comissão de Valorização do Livro da CBL, formada por representantes de diferentes elos da cadeia editorial, com o objetivo de criar ações permanentes que fortaleçam a presença do livro no imaginário coletivo, destaquem autores e editoras e aproximem novas pessoas do universo da leitura.
Integram a Comissão Alexandre Fonseca, da Editora Perspectiva; Carolina Riedel Diomelli, do Grupo Editorial Pensamento/Cultrix; Cláudia Machado, da Catavento Distribuidora; Daniel Pinsky, das editoras Contexto e Labrador; James Antonio Misse, da Editora Pé da Letra; Luís Antonio Torelli, da RM Perez Editora e Trilha Educacional; Luciana Borges, da Companhia das Letras; Renata Sturm, da Maquinaria Sankto Editora e Distribuidora; Thiago Oliveira, da Amazon Brasil; Karine Gonçalves Pansa, da Girassol Brasil Edições; e Isis Valeria Gomes. Também participam Alfredo Weiszflog, Fernanda Gomes Garcia, Cinthia Favilla e Lis Ribeiro, da Câmara Brasileira do Livro. A coordenação da Comissão é de Diego Drumond e Lima, da Drummond Livraria.
O Fundo Patrimonial foi aprovado como um instrumento permanente para mobilizar recursos privados e sustentar projetos de valorização do livro ao longo do tempo, com governança, transparência e visão de futuro. “Estamos estruturando algo que vai além de uma campanha. É um compromisso permanente da CBL com o livro, com os autores e com o fortalecimento do setor editorial brasileiro”, afirma Sevani Matos, presidente da CBL.
Campanha nacional com foco digital
Desenvolvida pela AlmapBBDO, a campanha estreou em 18 de março, com foco inicial nas redes sociais, por meio do perfil @meulivromeuestilo, e contará com a participação de influenciadores digitais, que serão anunciados posteriormente. Os conteúdos vão dialogar tanto com quem já gosta de livros quanto com quem ainda não tem esse hábito.
Para a presidente da CBL, Sevani Matos, o problema não é falta de interesse, é falta de presença: “O livro precisa voltar a aparecer. Hoje, muita coisa vira desejo porque está nas redes, nas conversas, nas indicações. Queremos colocar o livro nesse lugar, como algo que faz parte do estilo de vida das pessoas.”
“A campanha nasce de uma provocação simples: se a moda, a música e o que consumimos dizem tanto sobre quem somos, por que o livro não pode ocupar esse mesmo lugar de expressão? Por isso, convidamos o público a enxergar o livro como parte de uma identidade, de repertório e estilo de vida. Nosso papel foi traduzir esse movimento em uma linguagem contemporânea, digital e próxima da cultura, recolocando o livro no centro das conversas”, afirma Christiane Estrela, Head de Operações Live Marketing da AlmapBBDO.
Estratégia e posicionamento
A campanha fala com diferentes públicos e realidades, usando linguagem leve, atual e próxima com foco em estimular o aumento do número de pessoas leitoras.
A atuação se organiza em três frentes:
Livro como expressão individual – posicionando o livro como um item que ajuda a traduzir diferentes estilos.
Descomplicando – dicas práticas para aproximar ou reaproximar as pessoas da leitura.
Tendências – inserindo os livros e a leitura em temas atuais da cultura e nas conversas.
Os conteúdos serão publicados em perfis próprios da campanha no TikTok, Instagram e Facebook.
A estratégia aposta na identificação emocional com o livro e no suporte prático para dar ferramentas que estimulem a leitura na prática, mostrando caminhos possíveis, quebrando barreiras do dia a dia e criando uma comunidade em torno da leitura.
As inscrições estão abertas para a Feira do Livro de Buenos Aires (21 a 23 de abril) e para a Feira do Livro de Bogotá (27 e 28 de abril) com o Brazilian Publishers, projeto da Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Agencia Brasileña de Promoción de Exportaciones e Inversiones), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Em Buenos Aires, a participação contará com um estande brasileiro, enquanto em Bogotá será realizada no Salão de Negócios do evento.
A participação é exclusiva para empresas apoiadas pelo Brazilian Publishers, porém é possível se inscrever com uma carência de até três meses para novos associados que desejem participar de eventos internacionais. O prazo para inscrições nas duas feiras é até 05 de abril.
Para mais informações e para solicitar o formulário de inscrição, entre em contato pelo e-mail anaclaudia@cbl.org.br.
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Prazo final: 31 de março
Esta é a última oportunidade para participar das pesquisas "Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro" e "Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro". As editoras que ainda não responderam têm até o dia 31 de março para preencher e enviar o questionário.
As pesquisas realizadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) fornecem os principais indicadores do mercado editorial referentes ao ano-base de 2025, abrangendo tanto o segmento digital quanto o de livros físicos.
Os questionários, desenvolvidos pela Nielsen BookData, podem ser preenchidos de forma parcial, já que os dados inseridos são salvos automaticamente, permitindo que o usuário retome ou finalize o preenchimento posteriormente.
Caso tenha dúvidas, entre em contato com Mariana Bueno, preferencialmente pelo e-mail producao.vendas@nielseniq.com.
Atenção: Para garantir que você receba os lembretes importantes, verifique se os e-mails enviados pela Nielsen não estão sendo direcionados para spam.
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